
Mantega informou que a renúncia fiscal com a medida será de R$ 54 milhões. Em relação ao financiamento da Caixa e do BB, R$ 200 milhões virão de recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e R$ 2,8 bilhões serão disponibilizados pelas instituições financeiras. O crédito estará disponível nas revendedoras por meio de bancos parceiros. No caso do BB, será o banco Votorantim, e no caso da Caixa, o Panamericano.
O foco da linha de crédito será na oferta de motos com até 150 cilindradas, segmento responsável por 90% das vendas de motos. A Caixa e o BB também avaliam ações para intensificar a oferta de consórcios para motos, modalidade que representa hoje 32% das vendas do setor.
O País tem hoje uma frota de 14 milhões de motos e é o quarto maior mercado em vendas, atrás de China, Índia e Indonésia. O setor tem 11 empresas instaladas no País, com previsão de elevar investimentos e expandir o parque industrial.
Embora a prorrogação da isenção de Cofins para motocicletas tenha início apenas em 1º de janeiro, a indústria promete se esforçar para repassar o benefício já a partir de hoje ao consumidor. A informação é do presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo), Paulo Takeuchi. Segundo ele, o repasse ficará a critério de cada montadora, mas deve ficar entre R$ 150 e R$ 200 no preço final de motos de até 150 cilindradas.
O presidente da Abraciclo comemorou a volta da isenção de Cofins para motos e a linha de crédito lançada pela Caixa e pelo Banco do Brasil. Segundo ele, a indústria de motos foi prejudicada este ano com as restrições de crédito e teve a parcela de suas vendas ligadas ao crédito reduzida para 40%, ante uma média histórica de 65%. "Nós, obviamente, concorremos com o setor automotivo, e a rede financeira deu prioridade à indústria automobilística."
Com a Cofins zerada e a nova linha de crédito, o presidente da Abraciclo prevê que as vendas de motos em 2010 atinjam 2 milhões de unidades, mesmo nível de 2008. Para este ano, a previsão da entidade é de que cheguem a 1,6 milhão de unidades.
Mantega informou que deve chegar a R$ 12 bilhões o total de desonerações tributárias concedidas este ano pelo governo para vários setores produtivos, a fim de estimular as vendas e reduzir os efeitos da crise global sobre a economia do País. Segundo ele, a renúncia fiscal não pode ser interpretada de forma linear, pois se o governo abriu mão de uma parcela da arrecadação, por outro lado obteve receitas adicionais com o aumento dos negócios por parte das empresas.
Fonte: Jacson Miguel Stülp – CaseMkt (com informações da Agência Estado)