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Adição de 5% de biodiesel ao diesel é antecipada


A medida representa um grande avanço no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, combustível renovável derivado de óleos e gorduras de origem vegetal ou animal. A nova mistura B5 deve elevar a produção de biodiesel para 2,4 bilhões de litros em 2010.

O presidente do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), ministro Edison Lobão, antecipa em três anos a adição de 5% de biodiesel no diesel consumido no país. O B5, como é chamado, estava previsto em lei para começar a vigorar em 2013. Agora passará a ser obrigatório a partir de janeiro de 2010, em todo o território nacional. 

A medida representa um grande avanço no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, combustível renovável derivado de óleos e gorduras de origem vegetal ou animal. A nova mistura B5 deve elevar a produção de biodiesel para 2,4 bilhões de litros em 2010, reforçando a posição do Brasil na liderança mundial em energias renováveis em escala comercial.

Para o ministro Edison Lobão, a nova mistura ajudará o país a reduzir a importação de diesel, combustível mais caro e poluente. Sob o aspecto social, a ampliação do uso do biodiesel vai aumentar a geração de emprego e renda, com um caráter social voltado para a inclusão da agricultura familiar. Dos 2,4 bilhões de litros que serão demandados com o B5, 80% será fornecido por unidades produtoras detentoras do Selo Combustível Social. No viés econômico, haverá uma maior agregação de valor às matérias-primas oleaginosas de origem nacional.

Mistura B5
- A antecipação representará uma demanda de 2,4 bilhões de litros de biodiesel em 2010 e poderá colocar o Brasil como 2º maior pr odutor mundial, somente atrás da Alemanha (hoje somos 4º: 1º Alemanha, 2º Estados Unidos e 3º França).
- Há capacidade instalada suficiente (3,6 bilhões de litros/ano), sendo que 92% com Selo Combustível Social. São 43 usinas com a seguinte distribuição regional de capacidade: N=5%, NE=19%, CO=33%, SE=18% e S=25%.
- Mesmo aplicando-se um fator de segurança de 20%, que limita a oferta a 2,9 bilhões de litros/ano (80% de 3,6), a capacidade é mais do que suficiente. 

Fonte: Assessoria de Comunicação/ Ministério de Minas e Energia



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