O valor total das cotas de consórcios de bens ou serviços contempladas e não utilizadas - chamadas de disponibilidades - duplicou entre junho de 2006 e o sexto mês de 2009.
Segundo a Abac, no final do primeiro semestre de 2006, as disponibilidades somavam R$ 5 bilhões. No mesmo período deste ano, a quantia já era de R$ 10 bilhões. Quanto aos recebíveis, que eram de R$ 45 bilhões no sexto mês de 2006, superaram os R$ 62 bilhões em igual mês de 2009, evolução de 37,8%.
Com mais de 3,77 milhões de participantes, somente entre janeiro e setembro deste ano, o sistema de consórcios acumulou cerca de 1,5 milhão de novas cotas comercializadas, com pouco mais de 700 mil contemplações.
Mais presentes nos setores de veículos automotores, imóveis e eletroeletrônicos, o sistema de consórcios nacional registrou aumento de 45% no valor recolhido de impostos e de contribuições sociais, entre 2006 e 2009, passando de R$ 273 milhões para R$ 396 milhões.
Dessa forma, no primeiro semestre de 2009, 27,3% do total das receitas do primeiro semestre eram impostos, 3,5 pontos percentuais a mais ao apurado em junho de 2006 (23,8%). Contudo, diz Rossi, o aumento da carga tributária não foi repassado para o consumidor, já que, neste mesmo período, a taxa de administração subiu apenas 0,4 ponto percentual.
(Jacson Miguel Stülp - CaseMkt, com informações da Abac)
