
A confiança e a credibilidade do Sistema de Consórcios vem resultando no aumento de vendas de novas cotas dos diversos produtos consorciáveis, sejam bens ou serviços. Os ativos das administradoras, que refletem sua solidez, mostraram um crescimento superior a 44% de junho de 2006 até junho de 2009. Enquanto há três anos eles somavam R$ 50 bilhões, recentemente atingiram R$ 72 bilhões.
Somente os valores das disponibilidades (cotas de consórcios contempladas e ainda não utilizadas pelos consorciados) duplicaram nesse período. Quando no final do primeiro semestre de 2006 havia R$ 5 bilhões, no mesmo semestre deste ano, chegaram a R$ 10 bilhões. Já os recebíveis que eram R$ 45 bilhões, evoluíram 37,8% e superaram os R$ 62 bilhões.
“Importante destacar que os expressivos crescimentos referem-se à mudança de postura do consumidor frente aos consórcios. Anteriormente, ele os considerava com uma forma de aquisição de um bem ou serviço, hoje, prioritariamente, ele investe no Sistema como uma alternativa de poupança com objetivo definido de compra”, diz Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).
Pesquisa realizada pela Quorum Brasil, a pedido da entidade, revelaram que 69,1% dos consorciados consideravam a modalidade como um bem de futuro, em 2006. Em levantamento semelhante feito este ano, o percentual subiu para 86,7%, confirmando a postura do consumidor.
A evolução gradativa dos números consolida o mecanismo. “Um exemplo está na ampliação do valor do ticket médio dos consorciados”, esclarece Rossi. “Em 2006, ele valia R$ 30,8 mil, enquanto em 2009, superou R$ 41,3 mil, uma alta de 34%”, completa.
(Jacson Miguel Stülp - CaseMkt)