
Os emplacamentos do setor automotivo (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários e outros veículos como carretinhas de transporte de jet sky, motos, etc. ) cresceram 15,63% na comparação do acumulado de janeiro a abril de 2010 com o mesmo período de 2009, saltando de 1.426.460 unidades para 1.649.407. O resultado de abril de 2010, quando foram emplacadas 430.299 unidades, caiu 18,33% em março, quando o setor emplacou 526.878 unidades. "Apesar da queda registrada no mês de abril na maior parte dos segmentos, o resultado do acumulado do ano mostra que a economia se recuperou. O mercado continua com tendência de crescimento", afirmou Sérgio Reze, presidente da Fenabrave.
Segundo Reze, o governo pretende manter o crescimento do País com responsabilidade e não permitirá o aumento descontrolado da inflação ou que ocorra um desajuste monetário.
Nos primeiros quatro meses de 2010, todos os segmentos tiveram alta acima de 10%. O setor de caminhões, que sofria queda devido à estagnação da economia, cresceu 50,65% comparando o acumulado deste ano com o mesmo período de 2009. "Quando se tem frete, os consumidores de caminhões compram", comentou Reze.
O segmento de duas rodas, que apresentou dificuldades devido a uma análise de crédito mais criteriosa por parte dos bancos, também está se recuperando, com alta de 10,49% no quadrimestre. "Acreditamos que o segmento voltará a crescer ao patamar anterior à crise de 2008", ressaltou o presidente da entidade.
Previsões 2010
O ano de 2010 deve trazer crescimento para todos os segmentos automotores, mas a Fenabrave prefere ser mais conservadora em suas previsões. O setor em geral deverá em placar 5,1 milhões de unidades no ano, num crescimento de 8,46%. Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves alcançarão 3,2 milhões de unidades comercializadas, numa alta de 6,5%. Já os caminhões contabilizarão 148,4 mil unidades, numa evolução de 35,9%, enquanto as vendas de ônibus crescerão 17,26%, num total de 26,4 mil unidades. As motocicletas registrarão aumento de 10,13%, totalizando 1,7 milhão de unidades.
Confira os resultados por segmento:
Automóveis e Comerciais Leves - Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves registraram alta na comparação entre os acumulados de 2010 e 2009. Juntos, os segmentos cresceram 16,83%, saltando de 866.515 unidades para 1.012.419 unidades. De março para abril, os emplacamentos dos segmentos caíram 22,37%, totalizando 261.922 unidades. "Apesar dos números negativos, foi o melhor abril da história. A queda reflete a antecipação de compras de março devido ao término da redução da alíquota do IPI. Além disso, abril teve três dias úteis a menos que o mês de março, o que significa menos 40 mil carros vendidos", esclareceu Reze.
Caminhões - Foram comercializados 44.685 caminhões de janeiro a abril deste ano, contra 29.662 caminhões no mesmo período de 2009, uma alta de 50,65%. De março para abril, o segmento também apresentou alta, de 0,91%. Foram negociadas 13.596 unidades em abril, ante 13.473 no mês anterior.
Ônibus - As vendas de ônibus evoluíram 37,55% comparando os acumulados deste ano com o de 2009, passando de 6.367 unidades para 8.758 unidades. O resultado de março para abril foi negativo. Foram negociadas 2.341 unidades, contra 2.884 unidades, numa queda de 18,83%.
Motos - O volume de vendas de motos aumentou 10,49% na comparação entre os acumulados, saltando de 496.588 unidades para 548.700 unidades. A queda de março para abril foi de 12,44%. Os emplacamentos do segmento retraíram de 163.333 unidades para 143.013 unidades.
Implementos Rodoviários - O segmento de implementos rodoviários registrou acréscimo de 36,99% comparando o resultado de janeiro a abril de 2010 com o mesmo período de 2009, passando de 11.827 unidades para 16.202 unidades. Comprando o desempenho do mês passado com o de março, o setor retraiu 6,93%, diminuindo de 4.821 unidades para 4.487 unidades.
Outros (carretas para transporte de motos, barcos, etc.) - Foram negociadas 18.643 unidades no acumulado de 2010, contra 15.501 unidades no mesmo período do ano anterior, num crescimento de 20,27%.
(Jacson Miguel Stülp - CaseMKT, com informações da Fenabrave)